O préstito de 1875 pelas ruas de Porto Alegre
A partir de 1873, com o nascimento das sociedades carnavalescas Esmeralda e Os Venezianos, Porto Alegre passava a comemorar o carnaval através de desfiles com carros alegóricos pelas principais ruas da cidade.
Nesta trilha, vamos acompanhar o percurso de um desses cortejos: o préstito de 1875.
A apresentação começa com uma litografia do préstito de 1874, um ano antes do percurso que vamos acompanhar.
Agora, vamos percorrer o trajeto de 1875
O percurso começa na Praça D. Pedro II, passa por ruas e praças do centro histórico de Porto Alegre e termina diante do Teatro São Pedro.
Você pode acompanhar o percurso diretamente no Google Earth e, depois, voltar a esta página para conhecer as histórias de cada parada.
🗺️ Abrir a trilha no Google EarthPraça D. Pedro II
O ponto de partida
Praça Dom Pedro II — atual Praça Marechal Deodoro ou Praça da Matriz — recebeu esse nome em 1858, em função da visita do Imperador à capital da província. Logo depois, foi instalado um chafariz, com estátuas de mármore, que simbolizavam os grandes rios da Bacia do Guaíba.
Esmeraldinos e venezianos se reuniam na praça para dar início aos seus cortejos.
Rua Duque de Caxias
O cortejo começa a se movimentar
Os desfilantes saíam em cortejo pela Rua Duque de Caxias, passando em frente à Igreja da Matriz, em direção à Rua Silva Tavares, atual Rua Marechal Floriano.
Rua Marechal Floriano
Antiga Rua Silva Tavares
O préstito seguia pela antiga Rua Silva Tavares, hoje Rua Marechal Floriano.
No percurso de 1875, os foliões passavam pela Rua Silva Tavares. Hoje, percorremos a mesma região pela Rua Marechal Floriano.
Praça XV de Novembro
Antiga Praça Conde D'Eu
Descendo a Rua Silva Tavares, o cortejo chegava à Praça Conde D’Eu.
Antiga Praça do Paraíso, era uma das mais antigas de Porto Alegre. Até 1878, também era utilizada como local de montagem de circos.
Posteriormente, sua denominação foi mudada para Praça XV de Novembro.
Rua Sete de Setembro
Da costa do Guaíba à rua da cidade
Depois de passar pela Praça Conde D’Eu, os desfilantes seguiam pela Rua Sete de Setembro.
Até o início do século XIX, essa rua correspondia apenas à irregular costa do Guaíba, quintal das casas da Rua da Praia. Na década de 1860 recebeu o primeiro nivelamento e alguns melhoramentos, passando a ter a denominação atual em 1865.
Rua General Câmara
A antiga Rua da Ladeira
Subindo a Rua da Ladeira, como até hoje é conhecida a Rua General Câmara, os desfilantes retornavam para a Praça Pedro II, atual Praça da Matriz.
Praça da Matriz
O préstito retorna ao ponto de partida
Depois de passar novamente pela Praça D. Pedro II, os desfilantes seguiam pela Rua Duque de Caxias, no sentido oposto ao qual já haviam desfilado.
Rua Duque de Caxias
Agora pelo lado oposto
“Uma das três grandes ruas, chamada rua da Igreja, estende-se sobre a crista da colina. É aí que ficam os três principais edifícios da cidade, o Palácio, a Igreja Paroquial e o Palácio da Junta”, descrevia Saint-Hilaire a Rua Duque de Caxias, em 1820.
Seguindo por ela, os desfilantes chegavam à Rua General Bento Martins e, de lá, regressavam pela Rua dos Andradas.
Rua dos Andradas
A Rua da Praia
Na Rua dos Andradas, mais conhecida como Rua da Praia, os desfilantes passavam pela Praça da Alfândega.
Praça histórica do final do século XVIII, surgiu com o núcleo inicial da cidade, sempre ligada ao lago e às atividades trazidas por ele.
Rua dos Andradas
Um fundador da Esmeralda estava aqui
Seguindo pela Rua da Praia, os desfilantes cruzavam a Rua Silva Tavares em direção à Rua do Rosário, atual Vigário José Inácio.
No canto inferior direito aparece a loja de Leopoldo Masson, relojoeiro e joalheiro e um dos fundadores da sociedade Esmeralda.
Esmeralda e Os Venezianos foram protagonistas das grandes sociedades carnavalescas do século XIX.
🎭 Conheça Esmeralda e Os VenezianosRua Vigário José Inácio
Antiga Rua do Rosário
Subindo a Rua do Rosário, o cortejo entrava na Rua Riachuelo e, de lá, seguia para a Praça do Portão.
Na imagem se vê a Igreja do Rosário, construída entre 1817 e 1827 pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, uma confraria de negros livres e escravos.
A história da cidade e a história do carnaval também podem ser contadas a partir dos lugares ocupados pela população negra de Porto Alegre.
📖 Continue a explorar essas históriasPraça do Portão
Uma das antigas entradas da cidade
Seguindo pela Rua Riachuelo, o préstito chegava à Praça do Portão, marco da entrada da cidade no século XVIII.
De lá, seguia novamente pela Rua Duque de Caxias.
Teatro São Pedro
O carnaval retorna ao ponto de partida
Depois de percorrer as ruas centrais de Porto Alegre, o préstito retornava à Praça D. Pedro II e encerrava seu percurso diante do Teatro São Pedro.
O que esse percurso nos revela?
O carnaval não acontecia em um lugar separado da cidade. Ele ocupava suas ruas, praças e espaços de sociabilidade.
Seguir o préstito de 1875 é também percorrer uma Porto Alegre que já não existe da mesma maneira — e perceber como o carnaval fazia parte da vida urbana da cidade.
Quer percorrer o trajeto inteiro?
Assista ao percurso do préstito de 1875 pelas ruas de Porto Alegre.
Agora que você conhece o percurso...
Que tal refazê-lo no mapa?
🗺️ Explorar o préstito no Google EarthContinue sua viagem pelo Carnaval de Porto Alegre
Esta trilha é apenas uma das portas de entrada para conhecer a história do carnaval da cidade.
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